
Sexta-feira, 19/08
TEMPO COMUM
LEITURA - Ezequiel 16,1-15.60.63
SALMO - Isaías 12 "Acalmou-se a vossa ira e enfim me colocaste". v.1c
EVANGELHO - Mateus 19,3-12
REFLEXÃO
"É permitido repudiar a própria mulher por qualquer motivo?"
A lei judaica pertmite que o homem repudiasse a sua esposa (Dt 24,1), se nela encontrasse "algo indecoroso".
As escolas rabínicas não se entendiam sobre a interpretação desta lei. Os laxistas julgavam que um homem que encontrasse uma mulher mais bonita do que a sua esposa podia chegar a repudiá-la. Os puristas, ao contrário, viam nesse comportamento um caso de adultério ou pelo menos, costumes levianos.
Os fariseus colocam esta questão a Jesus, é uma armadilha: eles querem obrigá-lo a tomar partido entre duas escolas.
No casamento, a sexualidade é completada no compromisso com o companheiro ou companheira e com os filhos. No celibato, a sexualidade transcende-se no compromisso com Cristo e com o Evangelho.
A proibição do divórcio é, eminentemente, uma defesa da mulher e uma recuperação do desígnio de Deus, nele o homem e a mulher se unem como iguais para se transformarem num só ser.
A dignidade do homem nasce do fato de ter sido criado por Deus a sua imagem e semelhança, ter sido reconciliado por Cristo e estar chamado à Bem-aventurança do Céu.
Fonte - Agenda Bíblica 2008, Editora Ave Maria
